Diversidade é inovação

Até há pouco tempo, o assunto “Diversidade” foi um tema de discussão exclusiva de organizações da sociedade civil. Até que se percebeu que o assunto também diz respeito ao mundo corporativo e que Diversidade, de fato, pertence ao planejamento estratégico das empresas por ser um fator imperativo para sua capacidade de inovação e sustentabilidade.

Atualmente sabe-se que um considerável grupo de empresas que fomentam diversidade, especialmente em posições de liderança, performam melhor do que seus competidores, possuem maior capacidade de atrair e reter talentos, oferecem uma melhor experiência para os clientes e aumentam sua lucratividade. Nesse contexto é de se estranhar que a busca por diversidade e inclusão ainda seja superficial ou mesmo inexistente dentro dos escritórios de advocacia. De fato, é alarmante que, em uma população, como a brasileira, aonde 54,9% das pessoas se autodeclaram pretas e pardas, advogados negros representem menos de 1% do corpo jurídico das maiores bancas do país.

E o que nós podemos fazer para impactar positivamente essa realidade? Hoje, é perceptível que candidatos afrodescendentes frequentemente não veem escritórios de advocacia como uma opção de carreira e sequer aplicam para vagas direcionadas às suas atividades fins. Partindo desse contexto os primeiros passos para mudança do status quo são a buscar ativa desses possíveis candidatos paralelamente a construção de uma cultura organizacional de pertencimento para todos. Há várias medidas que podem instrumentalizar esses dois primeiros passos, tais como, o estabelecimento de laços com os coletivos de estudantes negros de algumas faculdades; a revisão de políticas de seleção incluindo o compromisso de pools de candidatos diversos para todas as vagas, a mudança das especificações das vagas; a garantia de uma política de cargos e salários que certifique a inexistência de gap salarial de gênero e étnico/racial; e conversas constantes com os colaboradores sobre discriminação.

Os resultados da aplicação de medidas objetivas são tangíveis e devem ser metrificados afinal “problemas reais demandam números reais” como muito bem exposto reiteradamente por Janet Stovall. Para nós a tangibilidade veio rápido. Em pesquisa interna recente 27% dos nossos colaboradores, 13% das nossas posições de liderança e 29% dos nossos estagiários se declararam afrodescendentes e, nos últimos dois anos, 30% das nossas vagas foram ocupadas por profissionais que refletem a diversidade humana. E como a promoção de diversidade e inclusão requer um somatório de vozes vamos discutir mais sobre Direito, Legislação Antirracista, Ensino Pesquisas e Inovações, assunto que entra em voga em tempos atuais. Queremos não só criar o conhecimento de que escritórios são uma opção de carreira para todos, mas também chamar mais escritórios para uma conversa verdadeira sobre diversidade e inclusão. E aí, quer participar dessa conversa?

 

Artigo publicado no jornal O Dia. Leia aqui.

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