Pirataria de brinquedos movimenta dia das crianças no Brasil

Em um ano e meio, o Departamento Criminal da Daniel Advogados participou da apreensão de cerca de 1 milhão de brinquedos falsificados

A expectativa de boas vendas no Dia das Crianças não alegra apenas o setor varejista, mas também o crime organizado, que aproveita da data para movimentar um mercado gigantesco, o da pirataria de brinquedos. Esse mercado, além de movimentar o crime organizado, é, segundo Mariana Benfati, sócia da Daniel Advogados, perigoso às crianças, pois oferece riscos graves à saúde dos pequenos, já que referidos produtos não passam por qualquer controle de qualidade ou testes antes de serem inseridos no mercado e podem apresentar substâncias tóxicas, metais pesados, peças cortantes, pontas agudas, serem inflamáveis, dentre outros.

A especialista, que é responsável pelo setor de operações no Departamento Criminal da Daniel Advogados, lembra que a proximidade do Dia das Crianças tem ocasionado diversas apreensões em diversas regiões do país, como, por exemplo, nos arredores da 25 de março. “Recentemente a Daniel Advogados, juntamente com a 1ª Delegacia Especializada em Propriedade Imaterial, realizou uma apreensão em uma loja localizada do Brás que estava comercializando brinquedos falsificados de personagens e marcas famosas. Foram mais de mil produtos apreendidos”, explica Benfati.

O mercado ilegal de brinquedos fez com que o Brasil perdesse em 2019, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), mais de R$ 692 milhões. O valor, se somado aos demais setores chega a 291 bilhões, que equivalem aos impostos que deixaram de ser arrecadados em função da ilegalidade. Esse número impressiona, mas, segundo Benfati, é esperado, já que a falsificação de produtos é uma prática bem antiga, motivada, principalmente, pelos enormes lucros obtidos pelos infratores.

“O comércio de brinquedos pirateados tem se disseminado no Brasil de forma assustadora e as técnicas utilizadas são cada vez mais sofisticadas e difíceis de identificar, chamando a atenção dos governos e do público em geral. Boa parte desses brinquedos falsificados são também contrabandeados. Entram no nosso país por intermédio das nossas vastas fronteiras, pelos portos clandestinos e aeroportos. É um crime altamente organizado e perigoso”, explica a sócia da Daniel Advogados.

O consumidor, ressalta Benfati, deve estar atento aos principais indícios de irregularidades dos produtos, pois eles, que são na maioria das vezes encontrados no varejo clandestino e em camelôs a preços baixos, oferecem imenso risco à saúde das crianças, afinal, podem possuir elementos nocivos e que estão fora dos padrões essenciais de qualidade, eficácia ou segurança da INMETRO.

 

Matéria publicado no Varejo. Leia aqui.

Em um ano e meio, o Departamento Criminal da Daniel Advogados participou da apreensão de cerca de 1 milhão de brinquedos falsificados

A expectativa de boas vendas no Dia das Crianças não alegra apenas o setor varejista, mas também o crime organizado, que aproveita da data para movimentar um mercado gigantesco, o da pirataria de brinquedos. Esse mercado, além de movimentar o crime organizado, é, segundo Mariana Benfati, sócia da Daniel Advogados, perigoso às crianças, pois oferece riscos graves à saúde dos pequenos, já que referidos produtos não passam por qualquer controle de qualidade ou testes antes de serem inseridos no mercado e podem apresentar substâncias tóxicas, metais pesados, peças cortantes, pontas agudas, serem inflamáveis, dentre outros.

A especialista, que é responsável pelo setor de operações no Departamento Criminal da Daniel Advogados, lembra que a proximidade do Dia das Crianças tem ocasionado diversas apreensões em diversas regiões do país, como, por exemplo, nos arredores da 25 de março. “Recentemente a Daniel Advogados, juntamente com a 1ª Delegacia Especializada em Propriedade Imaterial, realizou uma apreensão em uma loja localizada do Brás que estava comercializando brinquedos falsificados de personagens e marcas famosas. Foram mais de mil produtos apreendidos”, explica Benfati.

O mercado ilegal de brinquedos fez com que o Brasil perdesse em 2019, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), mais de R$ 692 milhões. O valor, se somado aos demais setores chega a 291 bilhões, que equivalem aos impostos que deixaram de ser arrecadados em função da ilegalidade. Esse número impressiona, mas, segundo Benfati, é esperado, já que a falsificação de produtos é uma prática bem antiga, motivada, principalmente, pelos enormes lucros obtidos pelos infratores.

“O comércio de brinquedos pirateados tem se disseminado no Brasil de forma assustadora e as técnicas utilizadas são cada vez mais sofisticadas e difíceis de identificar, chamando a atenção dos governos e do público em geral. Boa parte desses brinquedos falsificados são também contrabandeados. Entram no nosso país por intermédio das nossas vastas fronteiras, pelos portos clandestinos e aeroportos. É um crime altamente organizado e perigoso”, explica a sócia da Daniel Advogados.

O consumidor, ressalta Benfati, deve estar atento aos principais indícios de irregularidades dos produtos, pois eles, que são na maioria das vezes encontrados no varejo clandestino e em camelôs a preços baixos, oferecem imenso risco à saúde das crianças, afinal, podem possuir elementos nocivos e que estão fora dos padrões essenciais de qualidade, eficácia ou segurança da INMETRO.

 

Matéria publicado no Varejo. Leia aqui.










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