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Patentes do início do século 20 revelam achados como máquina de votar e patins aquáticos

por | 15/01/2024 | Artigos, Patentes

Registros digitalizados por autarquia federal refletem os anseios da sociedade e como eram as necessidades daquela época

Um cofre iluminado que flutua em caso de acidente náutico pode fazer pouco sentido nos dias atuais, mas provavelmente seria útil no início do século 20, quando o mar era temido e as viagens longas eram realizadas exclusivamente por navios. Ou, ainda, um assento de vaso sanitário que se esterilizava chegando a 250°C, já que uma das preocupações da época eram bactérias e cuidados com a higiene.
Essas são algumas das 3.200 patentes históricas digitalizadas pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), reveladas pela Folha na série Invenções do Brasil, que chega ao seu segundo capítulo.

Datados de 1895 a 1929, os achados também incluem uma variedade de curiosidades. Um hidro-patins para caminhar sobre o mar; um projetor de propaganda, ao estilo Batman; e um umidificador de edifícios que pulveriza a água são alguns exemplos.

Foram encontrados também registros de coisas mais cotidianas, similares com as da atualidade, como máquina de lavar roupas ou louças, cadeira de dentista, pincel para fazer barba e saboneteira líquida de parede.

(…)

De acordo com Ricardo Nunes, advogado especializado em patentes do escritório Daniel Advogados, “alguns inventos parecem estranhos. mas mesmo que não se viabilizem comercialmente, mostram como a inovação pode ser surpreendente”.

Ao especialista chamou a atenção uma das ideias, patenteada em 1914 pelo estudante brasileiro Horácio Marinho da Silva que, para ele, seria um modelo que lembra o Spam de hoje. Trata-se de método de fazer anúncios e reclames impressos por meio de bilhetes de papel dobrado, como telegramas.

Isso obrigava a leitura pelo destinatário, segundo escreveu o autor do invento na patente, já que seria exigido um recibo destacado do próprio bilhete, para ter certeza da entrega.

“Quando o anúncio ou o reclame é forçosamente lido, como diz o inventor no registro, eu considero que esse sistema seja o precursor do Spam”, afirma o advogado.

 

Para ler na íntegra a matéria publicada na Folha de São Paulo, clique AQUI.

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