NOTÍCIAS E PUBLICAÇÕES

O uso da Inteligência Artificial e machine learning na segurança digital

por | 01/08/2022 | Digital

De acordo com a consultoria alemã Roland Berger, o Brasil está em 5º lugar no ranking de países com mais crimes cibernéticos em 2021, apenas no primeiro trimestre houve um total de 9,1 milhões de ocorrências. Tendo em vista esse cenário, o uso de inteligência artificial e machine learning podem ser aliados na proteção de ataques e roubo de dados. A IA utiliza esse método para entender desvios de segurança e aprender com as diferentes maneiras de ataques, desenvolvendo soluções de combate. O sócio da Daniel Advogados Vitor Saldanha, especialista em Privacidade e Proteção de Dados, comentou sobre o tema.

“Não é mais novidade o emprego de soluções baseadas em Inteligência Artificial para atendimento de inúmeras demandas da atual sociedade nos mais diversos setores da economia. A expressão Inteligência Artificial remete-se ao desafio da criação de máquinas que possam automatizar determinadas ações inteligentes. Um dos seus desdobramentos — ou subconjunto — é o que se chamamos de machine learning. Em outras palavras, poderíamos explicá-lo como um sistema que é construído (e treinado) para, por exemplo, obtenção de modelos preditivos, a partir do consumo de dados.

Desta forma, quando utilizamos modelos de machine learning, estamos diante de uma ação inteligente para qual a máquina, consumindo dados, gera outputs valiosos para operações em geral, em especial para sistemas que se dedicam ao controle da cybersegurança dentro das companhias. Muitas vezes, a própria inteligência é capaz de alertar problemáticas futuras, em razão da composição dos dados que foram processados pelo sistema, detectando desvios funcionais, localizando padrões comportamentais e geográficos, ameaças de intrusões sistêmicas, vazamento de dados e tanto outros fatores que podem colocar em risco a operação e a credibilidade das empresas.

Ao mesmo tempo que a tecnologia evolui, os sistemas de IA baseados em machine learning também ganham novas roupagens e funcionalidades que se alimentam dos próprios resultados para aperfeiçoamento dos propósitos pelos quais os sistemas computacionais são utilizados”, Vitor Saldanha — Sócio da Daniel Advogados.

 

Matéria publicada no Portal Information Management.

Artigos Relacionados

Metaverso: muito se fala e pouco se sabe

Muito provavelmente, esta não é a primeira vez em que você ouve falar em Metaverso, assim como está longe de ser a última. O termo foi utilizado pela primeira vez em 1992, em um romance de ficção científica – um clássico do universo cyberpunk – chamado Snow Crash, de...

Assine nossa newsletter

Consent